Nos dias de hoje em que a educação infantil esta tendo um olhar mais crítico e complexo faz-se necessário um leque cada vez maior no que tange ao conhecimento de ferramentas para serem colocadas na prática educativa, de uma maneira na qual a criança possa adquirir conhecimento, sendo o mesmo bem alicerçado para obter em outros ciclos uma continuidade significativa e prazerosa.
É necessário buscar por pedagogias referenciais importantes que façam com que as interações ocorram em todos os níveis que constituem a vida em sociedade, promovendo mudanças de atitudes, falamos tanto em reciclagem, mas temos que ter propostas pedagógicas que abordem este assunto e principalmente uma reciclagem humana com novos valores.
Cabe a nós educadores tratar de conflitos e ampliar entendimentos a posturas no dia a dia do educando, informando e conscientizando que existe uma interdependência existente entre os seres humanos, estimulando a sua sensibilidade.
Criar um ambiente atrativo ao aprendizado, inclusive dialogando com os alunos a respeito de suas dúvidas, preocupações e ansiedades fortalecem o relacionamento entre aluno e professor, trazendo um sentido para a abordagem de determinados assuntos.
No mundo se faz necessário a utilização da tecnologia, mas não podemos esquecer-nos de utilizar em nossas práticas situações simples como mexer na terra, cantar louvores, plantar e colher uma alface para meu almoço, pois elas desenvolvem de uma forma participativa uma educação planetária, existindo uma coerência sobre o tema abordado, ela faz parte do cotidiano de todos nós.
Alicerçar a cultura de alegria, sensibilidade, amor, satisfação, respeito e principalmente vontade de aprender é uma caminhada na qual nos defrontamos neste século, pois não existe cidadania sem relações.
Educar para pensar, promover novas maneiras de criar, de resolver, de modificar de interagir com o meio, é a única maneira de desenvolver alunos aprendizes e pesquisadores, apresentando a herança cultural e formando no aluno uma postura crítica sobre sua atuação na sociedade.
A sociedade atual delega à escola muitas vezes toda a educação, inclusive a parte que cabe à família, por isso é de fundamental importância a participação da comunidade escolar para esclarecimento sobre o real papel de cada um, e um assunto muito importante a ser abordado que á a importância do ser e não do ter.
É preciso ter um novo olhar para o meio em que vivemos, as grandes mudanças, podem começar com pequenas atitudes, e através de uma fusão de teoria e prática de fazer aprendendo, e criando uma consciência social.
Estamos vivendo a era do conhecimento, muito se deve a conseqüência da informatização e do processo de globalização de telecomunicações, mas não posso descartar que um grande número da população infelizmente está excluída, nada adiante ensinar o filho na escola sobre educação planetária se a família, a comunidade está isenta destas informações.
Quando falo em ecopedagogia estou abrindo um cenário de informações que podem ser transformadas em conhecimento, e através deste criar hábitos, competências, habilidades necessárias em nossa sociedade para mudança de quadro no cenário mundial do que é educação planetária, dando sentido que aprendemos á todo o momento, basta estarmos aberto a este aprendizado.
Para qualquer mudança é necessário um ato educativo, e para que este exista é necessário dados, reestruturação curricular, projeto políticos pedagógicos bem elaborados, enfim a escola deve ser um lugar onde os indivíduos se transformem de uma maneira reflexiva e atuante.
Nós educadores precisamos ter clareza de nossas obrigações, e assumirmos nossas responsabilidades como cidadãos, enfrentando os desafios que nos surgem no dia a dia, sendo mediadores de conhecimentos significativos aos nossos alunos no sentido de cooperação harmoniosa em nosso planeta.
Omitir informações que constam no livro mais lido do Mundo como a Bíblia é ser intolerante a educação planetária, pois a fé é a melhor herança que podemos deixar para os indivíduos. Conforme consta na passagem bíblica em Gn 2:9 “Do solo fez o Senhor Deus brotar toda a sorte de árvores agradáveis á vista e boas para alimento; e também a árvore da vida no meio do jardim e a árvore do conhecimento do bem e do mal.”.
Acredito no equilíbrio homem e natureza, mas para que este se desenvolva tenho que despertar em minha prática educativa um novo olhar ao meio ambiente e através desta caminhada desenvolver indivíduos éticos, autônomos capazes de gerenciar suas ações e emoções, não sendo dominados e sim participantes de uma nova humanidade e conscientes de suas responsabilidades sobre o futuro.
Magali
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